Férias
Verão, sol, férias, uma casa de campo remota na região de Uckermarck, na Alemanha e uma foto de família que se desfaz pedaço por pedaço. O filme de Thomas Arslan mergulha em quatro gerações de uma família concebida através diferentes histórias de amor.
À primeira vista, o lugar parece ser uma casa de campo bucólica, com um amplo jardim à beira da floresta e um lago nas proximidades. Entretanto, ao olharmos mais de perto, veremos que se trata de algo solitário, perdido, "caído fora do mundo, onde as pessoas são jogadas de volta para si mesmas", como definiu o diretor Thomas Arslan. As pessoas vêm da classe média acadêmica, do jornalismo, fotografia, música. Elas se reúnem para uma reunião de família como em uma experimentação, e ali, feridas reprimidas emergem inesperadamente.
O filme é centrado em Anna, uma mãe de sessenta anos que vive em uma casa de campo há muitos anos, com seu segundo marido Robert e seu filho adolescente Max. Anna fica encantada quando sua filha Laura chega com seu marido Paul e seus dois filhos Leyla e Aaron. As crianças desbravam alegremente a casa e o jardim, mas, depois de pouco tempo, Laura murmura: "Foi um erro vir para cá".
Então, a irmã de Laura, Sophie, aparece, uma musicista que parece estar em paz com sua vida, e um cenário de amor e ódio entre irmãos se desenrola imediatamente.
"O filme é sobre a tentativa de aceitar que a família é um grupo formado por histórias de amor bem e mal-sucedidas que precisam se reafirmar constantemente a cada dia”, diz o diretor Thomas Arslan. No retrato de família de quatro gerações que Arslan monta cuidadosamente - e deixa de desmontar, são as histórias de amor malsucedidas que predominam.
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